| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | 3 | ||||
| 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 |
| 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 |
| 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 | 24 |
| 25 | 26 | 27 | 28 | 29 |
A Teologia, enquanto uma anti-ciência de Deus (talvez esse contra conceito tenha sido feito em teses doutorais), uma vez que o método cintífico é ateu, também enuncia-se nas expressividades dogmáticas, históricas e sistemáticas, bem como na abordagem condizentes com experiências de Deus, embora esse campo seja mais explorado por uma fenomenologia da religião e até mesmo pelas Ciências da Religião. Já a poesia, buscando o sentido último da existência, e, às vezes, não, posiciona seres humanos ante a beleza da vida, da natureza e das vivências. Assim, o pluralismo poético é um conjugar (um conjulgar?), de harmonizações existenciais, bastante dinâmico, mas também voltando ao apaziguamento platônico da vida e dos conflitos, como diria o mestre Foucault.
Alguns teólogos, durante suas carreiras pouco remuneradas e fundamentas, principalmente, pelo prazer da vocação ou pelo prazer da missão, abdicam da teologia e aderem a poesia, porque acabam por cair num vácuo profundo, onde nem teologia e tampouco poesia suprem suas necessidades.
Alguns ramos da Teologia da Libertação, primeira teologia latino-americana e, aliás, feita com inscrições a lápis, buscou a realização do Reino de Deus, mas seus teólogos reduziram a produção de livros e textos sobre o assunto. (Há pessoas dizendo que a Teologia da Libertação morreu, não queremos entrar nesse mérito, mas é obvio que descordamos dessa afirmação simplista e pouco refletida). Teólogos classificados por alguns como liberais também acabam aprofundando seus vazios, conquanto Deus já não se sustente na sustentação da reflexão desses homens que tentam realizar "apologias ao contrário" (engraçadinho isso, né?).
Rubem Alves e Jaci Maraschin são exemplos disso, no contexto brasileiro. Alves não faz mais teologia, mas poesia. Maraschin, grande poeta e liturgista, não faz mais teologia. Certa vez perguntaram para Maraschin: "Professor, se não sobrou nada de Deus em sua teologia, o que sobrou?", ele, então, respondeu: "poesia" e deu uma gostosa risada liturgica.
Sou admirador de Alves e Maraschin, mas penso que os teólogos precisam "pensar o pensamento teológico" para não cair no vácuo e, como diriam os evangélicos e judeus, para que um abismo não chame outro abismo.
Mas, em que abismo nós estamos, no da poesia liberal, no abismo do abismo semi-liberal da Teologia da Libertação ou no fundamentalismo biblista que a muitos ilude???
O que fazer com essa TEOLOGIA??? Eu desisti e me tornei um investigador da religião. Aliás: "Ei Deus, não sou tão ousado em defini-lo".
Vácuo!!!
Abraço carinhoso de consolo...

criado por pibj@terra.com.br
01:12:39