História e Religião

Este Blog visa a difusão de idéias sobre História e Religião, bem como sobre Teologia e áreas afins. Espero que gostem.

História e Religião

Este Blog visa a difusão de idéias sobre História e Religião, bem como sobre Teologia e áreas afins. Espero que gostem.
<  Março 2008  >
S T Q Q S S D
          1 2
3 4 5 6 7 8 9
10 11 12 13 14 15 16
17 18 19 20 21 22 23
24 25 26 27 28 29 30
31
Blogs Favoritos
Receba os posts
Terra Blog

Categoria: HISTÓRIA E RELIGIÃO

06.02.08

Teologia ou poesia?

A Teologia, enquanto uma anti-ciência de Deus (talvez esse contra conceito tenha sido feito em teses doutorais), uma vez que o método cintífico é ateu, também enuncia-se nas expressividades dogmáticas, históricas e sistemáticas, bem como na abordagem condizentes com experiências de Deus, embora esse campo seja mais explorado por uma fenomenologia da religião e até mesmo pelas Ciências da Religião. Já a poesia, buscando o sentido último da existência, e, às vezes, não, posiciona seres humanos ante a beleza da vida, da natureza e das vivências. Assim, o pluralismo poético é um conjugar (um conjulgar?), de harmonizações existenciais, bastante dinâmico, mas também voltando ao apaziguamento platônico da vida e dos conflitos, como diria o mestre Foucault.


Alguns teólogos, durante suas carreiras pouco remuneradas e fundamentas, principalmente, pelo prazer da vocação ou pelo prazer da missão, abdicam da teologia e aderem a poesia, porque acabam por cair num vácuo profundo, onde nem teologia e tampouco poesia suprem suas necessidades.


Alguns ramos da Teologia da Libertação, primeira teologia latino-americana e, aliás, feita com inscrições a lápis, buscou a realização do Reino de Deus, mas seus teólogos reduziram a produção de livros e textos sobre o assunto. (Há pessoas dizendo que a Teologia da Libertação morreu, não queremos entrar nesse mérito, mas é obvio que descordamos dessa afirmação simplista e pouco refletida). Teólogos classificados por alguns como liberais também acabam aprofundando seus vazios, conquanto Deus já não se sustente na sustentação da reflexão desses homens que tentam realizar "apologias ao contrário" (engraçadinho isso, né?).


Rubem Alves e Jaci Maraschin são exemplos disso, no contexto brasileiro. Alves não faz mais teologia, mas poesia. Maraschin, grande poeta e liturgista, não faz mais teologia. Certa vez perguntaram para Maraschin: "Professor, se não sobrou nada de Deus em sua teologia, o que sobrou?", ele, então, respondeu: "poesia" e deu uma gostosa risada liturgica.


Sou admirador de Alves e Maraschin, mas penso que os teólogos precisam "pensar o pensamento teológico" para não cair no vácuo e, como diriam os evangélicos e judeus, para que um abismo não chame outro abismo.
Mas, em que abismo nós estamos, no da poesia liberal, no abismo do abismo semi-liberal da Teologia da Libertação ou no fundamentalismo biblista que a muitos ilude???


O que fazer com essa TEOLOGIA??? Eu desisti e me tornei um investigador da religião. Aliás: "Ei Deus, não sou tão ousado em defini-lo".
Vácuo!!!
Abraço carinhoso de consolo...

01.02.08

Introdução - Do rasgo histórico ao rasgo da saia

 

Antes de ler o post, saiba que não estamos fazendo denúncia moral, apenas fazemos apontamentos acerca do fundamentalismo de um grupo religioso, como se fosse qualquer outro fundamentalismo. Ademais, fundamentalismo, gênero e poder estão ligados de forma direta e contemporânea. Nosso objetivo não é fazer uma abordagem completa sobre esses temas, porque isso demandaria tempo e espaço. Objetivamos conduzir uma reflexão breve.

A Congregação Cristã no Brasil, estabeleceu-se como expressão de fundamentalismo religioso que, no alvorecer do século XX, despontou-se e instaurou-se no Brasil. Sociólogos da religião, como Paul Freston e Mariano, abordam os pentecostalimos a partir da idéia de ondas.
Entretanto, como refutei em minha dissertação de mestrado, tais concepções deixam vazios vivenciais para as experiências religiosas do pentecostismo no Brasil. No etanto, mencionar a Congreganção Cristã no Brasil, bem como a Assembléia de Deus, como sendo marcos iniciais para o movimento do Espírito, é um acerto do ponto de vista histórico.
Para Scott R. Appleby, o sistema de pensamento do fundamentalismo é absolutista, pois pretende a propagação de “uma verdade plena, perfeita e imutável”, bem como de uma verdade que esteja “isenta de qualquer dúvida”. Segundo o autor, a verdade dos fundamentalistas tem sempre um caráter dualista: “nós somos os filhos da luz e todos os outros são filhos do mal”. Os fundamentalistas tendem a combater aqueles a quem denominam como “inimigos de Deus” .
Assim, a Congregação Cristã do Brasil enuncia-se com expressões absolutistas em termos soteriológicos (da salvação), e também comportamental. No entanto, conquanto se use saia, ignora-se, pois, o tamanho do rasgo da saia, o que moralmente poderia, por algum grupo ou pessoa, ser facilmente denunciado.
Mas, que usem saias de qualquer tamanho e com qualquer rasgo. No entanto, percebe-se que fundamentalismo, repressão e erotismo estão vinculados com bastante notoriedade na ética das religiões absolutistas. Há uma amálgama interessante entre preceitos morais e (i)morais, embora a moral também seja relativa a partir da cristalização de cada ideário.

16.10.07

Dia dos Professores!

Que diremos em face desse "dia dos professores"? Pois bem, penso que poderiamos observar-nos como uma espécie de sujeitos organizadores de espaços de onde pessoas se enunciam e se fazem enunciadas através da sua autenticação pessoal. Em Atenas, os transportes coletivos se chamam "metaphorai", um ônibus ou um trem. Por isso, tais meios de transporte são organizadores da vida cotidiana. Segundo Michel de Certeau: "Os relatos poderiam igualmente ter esse belo nome: todo dia, eles atravessam e organizam lugares; eles os selecionam e os reúnem num só conjunto; deles fazem frases e itinerários. São percursos de espaços". Assim, percebe-se que o trabalho de relatar, em especial primando pela história da cultura e da vida, bem como percebendo-nos como educadores, acredito que também ajudamos a criar a "metaphorai" cotidiana que organiza e desorganiza espaços, que são lugares praticados (lugares de vida, penso eu). Imagino que estamos passando... que estamos passando... E, quando passamos, deixamo-nos em lugares operacionalizados pelos nossos relatos de vida e nos organizamos enquanto sujeitos que amam fazer os itinerários da cotidianeidade.